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Foto

AIDA Image

Diz se uma foto tem indícios de ter sido gerada ou alterada por inteligência artificial.

Em poucas palavras

O que faz:

Você envia uma foto e o AIDA responde se ela parece uma fotografia real, uma foto real editada ou uma imagem gerada por IA — e explica o porquê em linguagem simples.

Como usar:

Envie o arquivo original, do jeito que você recebeu ou registrou. Prints de tela e imagens reenviadas várias vezes perdem informações.

O que a resposta significa:

REAL: nenhum indício de IA. REAL EDITADA: foto real que passou por um editor (ex.: Lightroom). IA: indícios de geração ou manipulação. Se o AIDA não tiver segurança, ela pede mais uma evidência (o original ou outra foto da mesma cena) antes de responder.

Quando desconfiar:

Nenhum detector acerta sempre. A resposta é um indício técnico, não uma prova: em casos importantes, confira também a fonte da imagem.

Transparência técnica

Para quem quer saber exatamente o que acontece com o arquivo — e o quanto confiar no resultado.

Como funciona, passo a passo

  1. Três leituras independentes

    Cada imagem é lida por três módulos que olham coisas diferentes.

    CLIP ViT-B/32 (OpenAI) com cabeça treinada pela equipe sobre os embeddings; módulo forense com 846 características (espectro de Fourier, ruído residual, blocos JPEG, estatística de cor) em gradient boosting; RIGID (estabilidade da representação sob pequenas perturbações).
  2. Fusão calibrada

    As três notas viram uma única probabilidade, calibrada para significar o que diz.

    Gradient boosting monotônico sobre as notas dos módulos e a qualidade do arquivo; calibração na validação.
  3. Decisão com margem de segurança

    Perto do ponto de decisão, ou quando os módulos discordam muito, o AIDA não chuta.

    Limiar 0,686 (escolhido para no máximo 3% de fotos reais acusadas na validação); faixa de abstenção 0,606–0,766; corte de desacordo entre módulos 0,716.
  4. Proveniência e edição

    O AIDA também lê o que o próprio arquivo declara.

    Leitura de credenciais C2PA (ex.: imagens do ChatGPT assinadas) e de metadados de editores (Lightroom, Photoshop...) para o estado REAL EDITADA.

Com que dados foi feito

Cerca de 55 mil imagens derivadas (treino, validação e teste separados por origem, sem repetir a mesma cena entre conjuntos): fotos reais públicas (MS COCO, OpenFake reais, Pexels), fotos e vídeos da equipe, e imagens de mais de 100 geradores (GPT-Image, Midjourney, Flux, Seedream, Ideogram, Nano Banana Pro, Z-Image...). Cada imagem também entra comprimida (JPEG, WebP, WhatsApp, print de tela) para o modelo não depender do formato.

Números medidos

OpenFake (conjunto público independente, 405 imagens)
IA detectada 70%; IA dita real 8,6%; foto real acusada 1,9%; inconclusivas: 21% das IA, 8% das reais
Vídeos reais de celular (14 vídeos de regressão)
nenhum quadro acusado de IA
Versão anterior (até 11/10/2026), mesmo teste OpenFake
IA dita real 12,7%; foto real acusada 4,4%

Medidos em dados que não foram usados no treino. Relatórios completos no repositório do projeto.

Limites conhecidos

Privacidade

A imagem é analisada no servidor e o resultado fica em cache por até 7 dias para reabrir a análise no AIDA Forensics. No histórico, só quem enviou vê a própria imagem (armazenamento privado, link temporário). Veja o Aviso de Privacidade.

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